Quando o dado vira gargalo: o desafio invisível nos projetos de consultoria
Consultorias enfrentam gargalos quando o dado não sustenta a decisão. Entenda por que projetos travam na hora de medir e como estruturar essa camada técnica.
BUSINESS INTELLIGENCE - BICONSULTORES
Caio Koch
1/14/20263 min read
Consultorias resolvem problemas complexos de negócio todos os dias. Estruturam processos, redesenham operações, orientam estratégias e conduzem decisões relevantes. Mas, em algum momento do projeto, surge uma pergunta simples e decisiva:
“Como vamos medir isso?”
É nesse ponto que muitos projetos começam a travar. Não por falta de estratégia, mas porque o dado, que deveria sustentar a decisão, passa a se tornar um gargalo operacional.
O papel do dado no processo de consultoria
Dados não existem para “gerar relatórios”. No contexto de consultoria, dados existem para validar hipóteses, acompanhar execução e orientar decisões. Um projeto bem estruturado depende de dados para responder perguntas como:
A estratégia está funcionando?
O desempenho melhorou ou piorou?
Onde ajustar a rota?
Qual decisão precisa ser tomada agora?
Sem dados confiáveis, a estratégia deixa de ser objetiva e passa a depender de percepções individuais.
Sem dados, toda boa estratégia vira opinião bem-intencionada.
O que se vê com frequência nas consultorias
Isso não é crítica, é um retrato comum do mercado e na prática, o que aparece com frequência é:
Forte dependência de planilhas manuais
Dados espalhados entre sistemas diferentes
Muito tempo gasto para chegar a um número simples
Várias pessoas envolvidas para responder perguntas básicas
Métricas calculadas de formas diferentes a cada análise
Baixa confiança no número final apresentado
A consultoria resolve o problema do negócio mas a estrutura de dados do cliente não acompanha o nível da decisão que precisa ser tomada.
O gargalo não é o KPI
Esse é um ponto central, na maioria dos casos, o problema não é a ausência de indicadores, KPIs normalmente existem, estão definidos e fazem sentido, o problema está no processo de buscar esses indicadores.
Cenário comum:
O indicador foi definido
Surge a necessidade de acompanhamento
Para obter o número, é preciso:
acionar várias pessoas,
consolidar dados manualmente,
integrar planilhas,
revisar fórmulas,
atualizar gráficos,
validar resultados.
O que deveria ser uma análise rápida se transforma em dias ou às vezes semanas, ou seja, quando medir custa caro demais, a decisão sempre chega tarde.
Quando o dado começa a exigir mais técnica
Todo projeto de consultoria amadurece e nesse ponto que a estrutura artesanal deixa de ser suficiente.
Com o tempo:
o cliente passa a exigir acompanhamento recorrente,
a decisão se torna mais sensível,
a análise precisa ser mais rápida,
o dado precisa ser mais confiável.
O dado passa a exigir:
automação,
integração,
padronização,
governança mínima,
e suporte técnico.
É o momento em que o custo operacional de manter o número começa a engolir o valor do próprio projeto.
A KOBI como camada técnica da consultoria
A KOBI não entra para disputar clientes, conduzir projetos ou substituir a consultoria, o papel da KOBI é outro. Atuamos como camada técnica de dados, operando nos bastidores para sustentar decisões com informações confiáveis.
Na prática:
a consultoria continua sendo a referência estratégica,
o projeto continua sendo dela,
o relacionamento com o cliente é preservado.
A KOBI entra quando:
o dado começa a exigir mais técnica,
a operação de análise começa a pesar,
a tomada de decisão depende de maior robustez.
O dado deixa de ser um problema e a consultoria ganha sustentação.
Como esse tipo de parceria costuma começar
Na maioria das vezes, não começa grande e nem precisa, normalmente surge a partir de:
validação de indicadores já definidos,
análises pontuais para decisões sensíveis,
construção de um BI mínimo para sustentar um projeto,
integrações específicas entre sistemas e planilhas,
apoio técnico quando muitos relatórios precisam ser feitos para chegar a um único número.
Conforme o projeto amadurece, a estrutura também evolui.
Como funciona na prática
A dinâmica é simples e objetiva:
acionamento sob demanda,
confidencialidade total,
entrega técnica silenciosa,
relação ganha-ganha.
A consultoria segue focada no que faz melhor: estratégia, processo e decisão, a KOBI garante que o dado acompanhe esse nível de exigência.
Considerações finais
Consultorias não precisam se tornar especialistas em Business Intelligence, precisam apenas garantir que o dado não seja o elo fraco do projeto.
Quando o dado flui, a decisão ganha velocidade, quando a decisão ganha velocidade, o projeto entrega valor real.
E é exatamente nesse ponto que uma boa parceria técnica faz diferença.
